No dia 24 de setembro, o Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo), em parceria com as cooperativas Crediassis, Credicana, Uniodonto, Credimota e Unimed Assis, promoveu a cultura circense na cidade através do programa Mosaico Teatral, que busca aprimorar o marketing cultural dos empreendimentos cooperativos, capacitando funcionários e cooperados para atuação em projetos socioculturais, oferecendo peças teatrais de qualidade para a população.
Este ano, Assis recebeu a companhia teatral LaMínima, que se apresentou na cidade com o espetáculo Reprise. A companhia foi criada em 1997 por Domingos Montagner e Fernando Sampaio, e com base no humor físico e nas paródias acrobáticas, o grupo possui atualmente nove espetáculos em seu repertório.
Antes da peça, foi realizado no período da tarde, no Galpão Cultural, um workshop gratuito, que teve como tema “Palhaço e Comicidade Física”. O workshop foi ministrado pelo ator Fernando Sampaio, que ensinou às mais de 15 pessoas presentes alguns macetes do teatro circense, além de apresentar vídeos relacionados ao teatro e à companhia LaMínima.
Numa noite agradável de sábado, mais de 400 pessoas acompanharam a peça, que foi encenada no Teatro Municipal Padre Enzo Ticinelli. Os ingressos foram trocados durante as semanas anteriores ao espetáculo por dois litros de leite, onde foram arrecadados aproximadamente900 litros , que serão doados para o fundo social de solidariedade da cidade de Assis.
A peça Reprise se passa na relação entre dois palhaços que chegam ao picadeiro com a esperança de serem os principais protagonistas do espetáculo. Quando se encontram no mesmo local e horário a confusão está armada. A comicidade entra em cena quando eles disputam para saber quem será o astro da peça, até que descobrem que se apresentarem juntos é a melhor opção.
Os personagens “Padoca” e “Ministro” tiraram boas gargalhadas do público, que participou ativamente da peça. E no final saíram satisfeitos com o que presenciaram.
“O espetáculo foi maravilhoso, muito bem organizado, uma noite com muitas risadas e alegria, é o que faltava na cidade. Todos os organizadores e patrocinadores estão de parabéns pela iniciativa, assim como a companhia que se apresentou, pois eles são muito talentosos. Tomara que não demore a ter um espetáculo desses novamente”, diz, empolgado e sorridente, o estudante Fernando Barbosa.
O espetáculo foi responsável por proporcionar à cidade de Assis um sábado diferenciado, promovendo a socialização e integrando a sociedade através da cultura circense.
As fotos do workshop e do espetáculo estão disponíveis no flickr da Unimed Assis, o endereço é:www.flickr.com/unimedassis .
Este ano, Assis recebeu a companhia teatral LaMínima, que se apresentou na cidade com o espetáculo Reprise. A companhia foi criada em 1997 por Domingos Montagner e Fernando Sampaio, e com base no humor físico e nas paródias acrobáticas, o grupo possui atualmente nove espetáculos em seu repertório.
Antes da peça, foi realizado no período da tarde, no Galpão Cultural, um workshop gratuito, que teve como tema “Palhaço e Comicidade Física”. O workshop foi ministrado pelo ator Fernando Sampaio, que ensinou às mais de 15 pessoas presentes alguns macetes do teatro circense, além de apresentar vídeos relacionados ao teatro e à companhia LaMínima.
Numa noite agradável de sábado, mais de 400 pessoas acompanharam a peça, que foi encenada no Teatro Municipal Padre Enzo Ticinelli. Os ingressos foram trocados durante as semanas anteriores ao espetáculo por dois litros de leite, onde foram arrecadados aproximadamente
A peça Reprise se passa na relação entre dois palhaços que chegam ao picadeiro com a esperança de serem os principais protagonistas do espetáculo. Quando se encontram no mesmo local e horário a confusão está armada. A comicidade entra em cena quando eles disputam para saber quem será o astro da peça, até que descobrem que se apresentarem juntos é a melhor opção.
Os personagens “Padoca” e “Ministro” tiraram boas gargalhadas do público, que participou ativamente da peça. E no final saíram satisfeitos com o que presenciaram.
“O espetáculo foi maravilhoso, muito bem organizado, uma noite com muitas risadas e alegria, é o que faltava na cidade. Todos os organizadores e patrocinadores estão de parabéns pela iniciativa, assim como a companhia que se apresentou, pois eles são muito talentosos. Tomara que não demore a ter um espetáculo desses novamente”, diz, empolgado e sorridente, o estudante Fernando Barbosa.
O espetáculo foi responsável por proporcionar à cidade de Assis um sábado diferenciado, promovendo a socialização e integrando a sociedade através da cultura circense.
As fotos do workshop e do espetáculo estão disponíveis no flickr da Unimed Assis, o endereço é:www.flickr.com/unimedassis .
A colaboração da Sociedade é essencial para a sobrevivência da APAE
Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais |
Em três de Janeiro de 1995, nasce em Assis Ana Carolina , o sonho de Deusa Maria e João Carlos. Cinco dias depois o casal fica sabendo que a filha havia nascido com uma deficiência, a Síndrome de Down. A vida de Carolina não podia ser igual a de uma outra criança e alguns planos foram deixados de lado, o sofrimento e a angústia tomaram conta de Deusa e João, mas o amor pela filha superou tudo.
“No começo foi difícil, não tínhamos conhecimento sobre essa deficiência, procuramos especialistas e até psicólogos pois fizemos muitos planos, e vários desses foram deixados de lado. Mas nunca pensamos em desistir e logo entendemos que ela poderia viver como qualquer outra criança”, explica a mãe.
Logo, os pais de Ana Carolina resolvem cuidar da formação da filha, quando ficam sabendo da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). A primeira visita à escola deixou uma boa impressão e eles tiveram a convicção que sua filha precisava de uma maior convivência com outras crianças.
“Fomos conhecer a escola e a levamos junto. Quando chegamos lá vimos algumas crianças brincando e os olinhos dela brilhavam, não tivemos dúvidas de que a convivência com outras crianças é essencial para a vida de um down”, disse Deusa.
A adaptação de Ana Carolina foi rápida, mas não é sempre assim que acontece. A maioria dos portadores de síndrome de down tem certo receio assim que chegam à instituição, mas a APAE comporta um grupo de psicólogos que se encarregam de dar todo o suporte necessário para que o aluno se sinta bem.
Com Ana Carolina não foi diferente. A psicóloga responsável teve um papel fundamental na sua adaptação, também em sua vida particular. Os pais participavam juntos das seções com a psicóloga e se sentiam tão bem quanto sua filha. Deusa ressalta a importância do trabalho dos psicólogos na adaptação de Ana .
“Podemos dizer que a psicologia mudou a nossa vida. No começo não conseguíamos entender a importância da APAE na vida da nossa filha, mas depois tudo ficou mais claro. A Carol não teve muitos problemas em se adaptar, mas conseguir lidar com certas limitações nos preocupava, os psicólogos da escola foram fundamentais para que ela e nós soubéssemos conviver com essas limitações, hoje, 15 anos depois, não vemos nossa filha como uma deficiente e sim como uma adolescente com sonhos e objetivos como qualquer outra pessoa, isso me deixa muito emocionada.”
Além da Psicologia a APAE conta com outras aéreas fundamentais. Foi montado um corpo docente especializado, que vai de dentistas até nutricionistas. Eles atendem diariamente os excepcionais.
Os 167 alunos que freqüentam a instituição ainda participam de algumas atividades para melhorar seu desenvolvimento como jardinagem, horticultura, artesanato e pintura. Esses trabalhos são expostos em eventos na cidade. A diretora da associação, Maria Célia Botelho fala da importância da realização desses trabalhos para os alunos.
“Vemos bastante felicidade e integração entre eles, temos alunos que pegam uma peça de madeira bruta e transformam numa escultura. De acordo com o potencial de cada aluno realizamos os trabalhos.” Diz Célia.
A APAE atende pessoas com qualquer tipo e nível de deficiência mental e conta com o apoio voluntário dos assisenses. Sua diretoria é voluntária, além disso, toda semana mulheres fabricam artesanatos e vendem nas feiras pela cidade. Toda a renda é revertida para a instituição.
Os pais e parentes dos alunos organizam festas e leilões todo mês para ajudar a manter a associação e a escola também recebe doações dos moradores de Assis. Esse é um dos motivos para a APAE estar em Assis há 40 anos. A ajuda da comunidade na manutenção da Instituição é fundamental, a colaboração é que sustenta a escola.
“A população ajuda demais, se você andar pela APAE vai ver dinheiro da cidade inteira aqui. A comunidade de Assis sustenta essa instituição. É por isso que estamos aqui há 40 anos. Passamos por momentos difíceis, mas junto com a população conseguimos superar e hoje a APAE de Assis é reconhecida em todo o estado de São Paulo”, diz o Vice-Presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, Dr. Pedro Paulo.
A APAE é muito importante para a inclusão social dos portadores de deficiência. Assim como Ana Carolina milhares de pessoas espalhadas pelo Brasil dependem dela para conseguirem levar uma vida normal.
As APAES representam o 2º maior movimento do mundo, e o 1º da América Latina e trabalham em prol dos portadores de necessidades especiais, chamado de excepcionais. No Brasil a 1ª APAE foi criada no Rio de Janeiro em 1954. Atualmente conta com cerca de 1600 APAEs filiadas à Federação Nacional de distribuídas A Primeira APAE do estado de São Paulo foi fundada em 1961, na capital por um grupo de pais de portadores de deficiência. |
O governo quer, o governo faz. Quais são os direitos?
Os direitos dos envolvidos com a Usina Hidrelétrica de Belo Monte causam discussões e governo e população estão longe de se chegar a um acordo
População Indígena protesta contra a construção de Belo Monte
A cidade de Altamira, a 500 km da capital do Pará, Belém, é o município mais próximo do Rio Xingu, com cerca de 105 mil habitantes. Quando começar a construção da usina, aproximadamente 100 mil pessoas deverão migrar para Altamira e certamente a cidade sofrerá problemas de segurança e urbanismo. Mas é a única saída que as pessoas afetadas pela construção da usina veem para tentar levar, ainda, uma vida normal.
As famílias denunciam repetidas vezes ao Ministério Público que estão sendo pressionadas e coagidas a assinar documentos autorizando a entrada dos técnicos da empresa responsável pela construção de Belo Monte em suas terras.
O MP pede que seja observado o direito previsto no artigo 5º da Constituição Brasileira, que estabelece que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”.
Mas até que ponto vai o direito de o governo deslocar os povos que habitam na área em que será construída a segunda maior usina hidrelétrica do país? Como essa população afetada pode reivindicar e quais os direitos que eles têm perante o governo federal?
São as dúvidas mais frequentes relacionadas aos direitos dos envolvidos com a usina hidrelétrica.
O professor Gerson José Beneli, advogado, coordenador do curso de direito da Fundação Educacional do Município de Assis (Fema) e especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil, ressalta que o governo federal pode, sim, deslocar as famílias residentes no local da obra.
Segundo Beneli, o governo possui esse direito, já que ele, o Poder Executivo, é quem deve traçar as prioridades de uma nação, em especial para o seu desenvolvimento. “Sabemos que há uma demanda imensa por energia e uma grande discussão sobre qual é a energia que deve ser utilizada: nuclear, eólica, gerada por hidroelétricas, solar etc. Enfim o governo possui o direito e principalmente o dever de prover todos nós brasileiros com energia”, esclarece.
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| Gerson José Beneli, Coord. Curso de Direito FEMA |
Ainda de acordo com ele, a atitude do governo seria justificada pelos benefícios que a energia produzida pela usina trará para a população brasileira.
Beneli destacou que a energia produzida por hidrelétricas é a mais utilizada no Brasil por causa de seu grande número de rios. “Vimos, nos últimos dias, o desastre do Japão e todos andam com medo da energia nuclear. O Brasil, por ser muito rico em rios, prioriza a energia gerada através de usinas hidroelétricas. Daí o direito em construir a usina e, em consequência, de obrigar os moradores a se retirar daquele local”, ressalta.
As famílias afetadas discutem em reuniões com ONGs e governo a permanência nas terras, prevendo que assim o governo não terá o que fazer, amenizando a construção da Usina Belo Monte. Mas as discussões entraram num âmbito processual e até violento, não tomando rumos concretos.
O presidente da OAB de Assis, Dr. Ricardo Hiroshi, ressalta que o governo tem direito a desapropriação. Segundo Ricardo o decreto de lei determina a construção de Belo Monte.
“No Direito Administrativo Brasileiro vige o princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado, de modo que toda vez que houver choque entre o interesse público e o privado há de prevalecer aquele. Portanto, intervindo o Estado na propriedade e valendo-se do princípio da construção da Usina, através de Lei ou Decreto, poderá expropriar a área onde será construído o lago, a barragem e a usina”, esclarece.
Dr. Hiroshi afirmou que as famílias não poderão fazer nada se o governo decidir ocupar essas áreas. “Diante do poder estatal, com a desapropriação e o pagamento da indenização o Estado (Governo) será imitido na posse, podendo, através de atos administrativos ou judiciais, retirar a força àqueles que desrespeitarem a ordem.”, declarou.
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| Dr. Ricardo Hiroshi, Presidente da OAB de Assis |
O governo mantém a sua posição quanto à construção da usina. Ambientalistas, povos indígenas, ribeirinhos e agricultores apenas podem atrasar o processo de construção, mas não conseguem uma liminar que evitaria o levantamento da obra.
As comunidades afetadas não vão ficar a mercê, a obrigação do país é prevenir esses povos com um valor estabelecido. Segundo o presidente da OAB de Assis, as pessoas desapropriadas também têm seus direitos.
“ O artigo 5º inciso XXIV da Constituição Federal estabelece que: “a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição”. Com efeito, as famílias serão indenizadas mediante o pagamento do valor em dinheiro, que deverá corresponder a uma indenização justa, vale dizer, que cobre não só o valor real e atual dos bens expropriados, como também dos danos emergentes e os lucros cessantes, mas não recebem outras terras para a apropriação”, explica.
Os direitos dos envolvidos com a Usina hidrelétrica de Belo Monte são discutidos pelo governo e comunidades e a posição de ambos fica clara. A usina será construída e a população vai ser deslocada. Se for para o bem do Brasil, que assim seja feito.




