27 de out de 2015

Confusão



Há algumas coisas por aqui que não consigo entender. Talvez não preciso entender. Ou então, não quero. Mas deveria. Há algumas coisas por aqui que são incompreensíveis. Tangíveis, inatingíveis, eis que tem coisas por aqui que não entendo. Muitas coisas por aqui, aliás, não me entram na cabeça.
As coisas que não entendo, na verdade, não são entendíveis. Apenas aquelas pessoas que conseguem entender isso e aquilo sabem o real significado do que realmente significa você entender uma coisa que não entendo.
Eu não entendo isso e aquilo. Não entendo nada desse mundo. Você pode achar eu maluco, burro, ignorante, mas eu simplesmente não entendo. Não entendo o que, porque, não entendo você, não me entendo.
Não me entendo. Não entendo porque, então, eu não entendo nada, não sei nada. Não sei mesmo. E não vou saber.
Ou você entende?
Entende a jovem que morre mais cedo. A mãe que mata o filho. O filho que mata a mãe. A criança que usa drogas. O mendigo que implora perdão. O político desonesto. O dinheiro de seu imposto. As filas nos hospitais. O menino afogado. O assalto na avenida e no metrô. O abuso em cada esquina. O dia que não nasce como o que passou.

A verdade é que eu não entendo. E nem quero entender.