26 de fev de 2014

Padroeiro São Francisco






Padroeiro São Francisco
Proteja essa terra, olhe para seus meninos
Os filhos de sua cidade

Deus e a mãe terra
Da cidade fraternal
Contempla os teus filhos
São Francisco de Assis

Homem de lata, que fica lá no auge da cidade
No topo desse solo, no colo de Deus Pai
É de lá que avista os teus filhos
É de lá que alimenta as esperanças
São Francisco de Assis, padroeiro dessa gente

Da Terra vermelha, cidade fraterna
De gente guerreira, de esperanças eternas
Eterna também é a tua fé
Teu alimento aos necessitados
Santo Francisco de Assis

Altíssimo, onipotente e bom Senhor,
A ti subam os louvores, a glória e a honra
E todas as bênçãos desse mundo

Obrigado São Francisco de Assis
Por todo esse amor
E continue abençoando essa terra
Santo Francisco de Assis
Nosso Padroeiro Salvador

7 de fev de 2014

Sonhos, versos e poesias



Lembro bem do meu primeiro verso, olhando para aquela garota de cabelos longos e cacheados, e olhos negros de jabuticaba (lembrando a Capitu de Machado), e interpretei meus autores favoritos, escrevendo em linhas tortas e analfabetas em um pequeno gesto de ternura.

Dali, então, não mais parei de me ver em prosas e em literatura. Não mais parei de pensar naquela donzela, mulher de meus sonhos e poemas, de versos e pensamentos. Passei a me ver nas linhas versadas da vida, e em tudo fiz poesias, rimei as rosas e os espinhos, transformei o tempo em meu livro de composições.

Consegui encontrar em alguns segundos dos meus dias inspirações para escrever. Comecei a entender o sentido das pedras e dos espigões, e me vi a vontade para contemplar as rosas que encontrava pela estrada. Que estrada árdua e longa.

Estou caminhando, por vezes vagamente, lentamente, por vezes rápido demais. Tão rápido que não penso nas consequências e me deixo levar por absurdos cometidos por minhas limitações. Ainda estou caminhando em direção ao amanhã e enxergo a eternidade em cima do pico, o mais alto lugar da vida. Lá que eu quero chegar.

Abri um livro de poesias, que belo livro de poesias. Lá eu me esbaldei; me encontrei,e tomei um novo rumo. Foi naquele tempo o meu primeiro livro de poesias, que continha entre outras palavras, algumas frases sobre a sinceridade do amor, e dizia em entrelinhas a divindade que se espera de quem vive para amar ao próximo.

Escrevi, então, num papel de guardanapo a minha primeira impressão sobre o amor. Que tanta dor ele causa, pois, porque tanto sufoca o amor? Amar é para os nobres, pobres são aqueles que não têm prazer de amar nem olhos de jabuticaba. Esqueci por segundos de adorar a mim, e pensei em tantas pessoas... Tanta família... E que segundos intermináveis.

Os meus pensamentos se transformaram em prosas. Prosas de amizade, entre alma e coração. Foi essa a intenção divina de Deus, descobri. Ele me enviou para amar e seguir o teu mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que este”.

Continuarei caminhando, contemplando em dias chuvosos e de sol o pico mais alto da montanha da vida. Lá estão os sonhos, a realização, é lá que eu vou chegar. E depois, quando eu já estiver extenuado de tanto me entregar aos meus objetivos, vou traçar outros planos e caçar outros picos. Amarei ao próximo em todos os meus segundos e chegarei aonde meus passos quiserem me levar.