terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Que seja por amor
De que vale a vida sem o seu amor
O paraíso sem as suas palavras de dolência
O que é o mundo sem os teus lábios, labirintos como a música diz?
Vida, sem você, é vida?
Diz-me então como decifrar as fases do meu coração
As loucuras fabricadas de quando te vê
Atos impensados, beijos molhados, chuva tomada
Lágrimas e dor.
O que é pensar, sem pensar em ti?
Sonhar, sem poder te ter?
O que é o futuro sem você aqui?
Sem teus olhos e seu perfume doce.
Explique-me o arrepio de minha pele
O delírio do meu coração
A lentidão da estação, ao te encontrar
E o meu intenso desejo de felicidade.
Explique-me o destino
E conte comigo cada gota de água do mar
Saberá assim, a imensidão do meu amor
Ou ainda precisará de um dilúvio.
De que vale a morte, se não for por você?
Uma palavra se não for por ternura?
De que vale tudo, o mundo
Se não for apenas para te descobrir?
Entenda, então, que és tudo enfim
É vida, eternidade, idolatria
É a saudade que um dia vai me consumir
Quando o pra sempre chegar
Quando, por amor, eu partir.
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